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Publicado há 22:09 | Atualizado em 08/07/18 às 10:07

Jinho quer incentivo a criação de abelha sem ferrão

O medo de levar ferroadas de abelha, vem deixando de ser um empecilho para a produção de mel, um dos alimentos mais saudáveis do mundo. Em Taió, um pequeno grupo de produtores vem cultivando com sucesso, espécies de abelhas sem ferrão, conhecida como Meliponicultura, que produz mel, própolis e cera. As especies de abelhas sem ferrão não oferecem risco à população e podem ser manejadas em áreas urbanas, além disso, produzem um um mel saboroso e com menos açúcar.

O vereador Jair Alberto da Neves, o Jinho do PP, quer facilitar e incentivar, por meio de lei específica a criação de Meliponicultura (manejo de abelhas sem ferrão). Jinho relatou que mais recentemente, o município de Blumenau aprovou lei que incentiva e regulamenta a produção dessa cultura. “A lei consiste em uma autorização do município, para a criação, manejo, comércio e demais atividades que envolvam a criação de abelhas sem ferrão em nosso município, inclusive na área urbana. Já que esse tipo de abelhas não possuem ferrão, são inofensivas e produzem mel e fazem a polinização. As abelhas são responsáveis pela polinização de 65% dos alimentos consumido no mundo” , defendeu o vereador.

Jinho destaca que seria interessante o município incentivar as pessoas que têm o interesse em produzir esse alimento saudável e natural. Como as abelhas não possuem ferrão, o apicultor não precisam usar fumaça para acalmá-las, e nem usar equipamentos de proteção individual (EPIs), como macacão com máscara, botas de borracha ou luvas.

Ele também justifica que isso acaba trazendo uma boa fonte de renda as pessoas que querem produzir e ajuda a preservar o meio ambiente, já que as abelhas são responsáveis pela polinização de 65% dos produtos consumidos no planeta. “Foi pensado numa fonte de renda alternativa, numa vida mais saudável e que neste caso não trará custo algum ao município”, disse o Jair Alberto. Ele também lembrou que o aumento do uso de agrotóxico vem diminuindo o número de colmeias, e por isso deve ser incentivado.

Meliponicultura

A meliponicultura, que além de permitir a produção dos diversos tipos de mel, ainda contribui para a conservação das diferentes espécies. São mais de 200 espécies de abelhas sem ferrão no Brasil, a jataí, a arapuá e a tiúba são as mais conhecidas. Elas possuem grande diversidade de formas, cores e tamanhos, com exemplares medindo de 0,2 centímetro de comprimento até próximo de 2 centímetros. Geralmente seus ninhos em cavidades existentes em troncos de árvores. Outras utilizam formigueiros e cupinzeiros abandonados ou constroem ninhos aéreos presos a galhos ou paredes.

Em cativeiro, as abelhas sem ferrão são criadas em caixas pequenas, que não exigem esforço físico e ocupam menos espaço. Por outro lado, com uma população reduzida, a produtividade da colônia da maioria das espécies, de 1 a 4 litros de mel por ano, é menor se comparada com a das abelhas com ferrão, que registra de 20 a 40 litros por ano.

Contudo, além de ter 10% menos de açúcar, o mel de abelha sem ferrão apresenta tipos diferentes de acordo com cada espécie produtora, ampliando o leque de opções para o mercado e agregando valor ao alimento, cujos preços no varejo variam de R$ 30 a R$ 100 por litro. Enquanto alguns são mais viscosos e doces, outros são mais líquidos e azedos.